Iniciar um processo psicoterapêutico não é uma decisão simples, são muitas as motivações que nos levam a fazer tal escolha, desde quadros de transtornos psicológicos, onde o acompanhamento profissional se faz indispensável, até motivações relacionadas ao autoconhecimento. O que se tem em comum, independente das motivações que nos levam a buscar por tal serviço, é a busca por maior qualidade de vida. Ao longo da vida, o ser humano atravessa inúmeros desafios que podem causar desequilíbrios emocionais, conflitos e grandes angústias. Nestes momentos, nossa rede de apoio se faz extremamente importante, mas para além dela, podemos contar também com o auxílio de um profissional e este se chama psicólogo. Diante de tais contextos, o psicólogo acolhe e busca compreender as fontes de dor e angústia de cada sujeito, conforme suas particularidades.
Ainda hoje, pensar em ir ao psicólogo é muitas vezes um evento permeado por fantasias como: “psicólogo é coisa para louco”, “se é para conversar, já tenho os meus amigos”. Mitos comuns, mas que para iniciar este trabalho precisam ser ultrapassados. Cuidar do corpo, do que é biológico, palpável, parece tão simples, ao menor sinal de mal estar vamos logo procurar um especialista. Mas e quando o mal estar não pode ser tocado? E quando ele não é visível? Infelizmente, muitas vezes, ainda é encarado como “frescura”. Quando se fala em saúde mental ainda precisamos desconstruir muitos rótulos.
Superadas as primeiras barreiras para iniciar um processo psicoterapêutico, muitas vezes surgem questionamentos como: “afinal de contas, como isso funciona? Quanto tempo leva?”. Psicoterapias exigem comprometimento e seus benefícios irão aparecer com o tempo, afinal, estamos falando de comportamentos que muitas vezes já estão presentes há um longo período, logo, o tempo para obtenção de mudanças também não é imediato. Além disso, variáveis como engajamento, disponibilidade, frequência nas sessões e até mesmo ocorrência de outros eventos mobilizadores fazem com que seja impossível determinar quanto tempo levará o processo de psicoterapia.

Por se tratar de um fazer bastante plural, quando se fala em psicologia há de se fazer algumas contextualizações. A psicologia pode estar inserida nos mais diversos espaços como na escola, no hospital, na comunidade, na empresa, na clínica (nosso tema em questão) e nas mais variadas áreas. Quando se trata de Psicologia Clínica, por sua vez, podemos pensar também em um amplo leque de possibilidades e abordagens de atendimento. Mas de modo geral, em psicoterapia, todas as declarações do paciente são tratadas com respeito e sigilo, pois este se trata de um espaço de compartilhamento de experiências, angústias e falas honestas sobre sentimentos, pensamentos e comportamentos. A seguir, buscarei ilustrar como funciona a minha forma de trabalho, contando com entendimentos característicos da abordagem psicanalítica, a qual utilizo em minha prática, lembrando que, podem existir outras formas.
As sessões ocorrem por meio do Método de Associação Livre, que consiste na possibilidade do paciente falar livremente, sem um “filtro” de temáticas e questões a serem abordadas em sessão. Este modo de trabalho, visa facilitar que emerjam conteúdos ocultos no inconsciente do sujeito, facilitando também os processos de entendimento que levam o paciente a uma maior compreensão de suas questões.
Os fenômenos que ocorrem na relação terapêutica possibilitam que os problemas que o paciente experimenta em sua vida social emerjam também neste vínculo, dentro de um espaço terapêutico e seguro. Portanto, explorando e entendendo tais conflitos neste processo e levando este conhecimento para a vida exterior, o sujeito começa a experienciar relações mais satisfatórias.
As sessões duram cerca de 50 minutos e costumam ter frequência semanal, variando a quantidade de atendimentos de acordo com as especificidades de cada caso. Os atendimentos ocorrem de modo online, através da plataforma Meet. Neste caso, será necessário um local com bom sinal de internet e que preserve a privacidade, onde estejas confortável para estar na sessão.
Para finalizar, proponho estarmos mais atentos a nossa saúde mental e que possamos seguir buscando informações e auxílio, sabendo que não precisamos estar sozinhos ou sozinhas nessa.